terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

FILOBÔNIO FILÔ


Você certamente conhece algum Filó. Mora aí na sua rua, é o vizinho do apartamento ao lado. Já cruzou com ele na feira, no supermerado. Certamente já deve ter pensado: "Esse aí não passa de um tonto!". Mas lá no fundo, lá dentro do coração, sabe que Filó somos todos nós.


Aqui

LATIM PARA LEIGOS

Como o meu primeiro site, o PARREIRAPONTOCOM, foi
tirado do ar, resgatei aqui o LPL, que foi campeão de visitas
na época.
Acho que é divertido - e nem um pouco didático. Patifaria pura!

A NON DOMINO - Anão domina. Expressão muito utilizada à época dos Anões do Orçamento.
AB OVO - Expressão muito utilizada pelos desafetos do ministro José Serra, que quer dizer "Não concordo, Fora!, Vai te Catar" e et cetera. A América do Norte e Europa têm uma variante, AB TORTA, que significa a mesma coisa.
AD HOMINEM - O contrário de Ad Mulherem.
AD INFINITUM - Coisa que vai durar pra sempre - como a corrupção, por exemplo.
ALEA JACTA EST - Tradução: A jaca está lançada.
ABERRATIO DELICTI - Tradução: Deliciosa aberração.
ALIBI - Famoso motel paulistano.
ANIMUS FURANDI - Furando o ânimo - coisa que o casamento costuma fazer, por exemplo.
AUREA MEDIOCRITAS - Área da mediocridade. Um bom exemplo está no Dicionário Geográfico de Política Brasileira, que lista pelo menos 700 mil localidades.
AVIS RARA - Ave rara - como político no Parlamento na sexta-feira.
BREVI-MANU - Mano breve. Diz-se daquele amigo que morreu cedo.
CAPITIS DIMINUTIO - Significado: Capital Diminuto - como o nosso.
CARPE DIEM - Significado: Carpa do Dia, peixe antiquíssimo muito apreciado pelos povos orientais.
CASUS BELI - Belo caso - todo mundo já teve um.
COGITO, ERGO SUM - Máxima filosófica criada por René Descartes, hoje descartada completamente pelo advento do computador. Atribuem a esse último, aliás, uma nova máxima, atualíssima: DIGITO, ERGO SUM.
COMPENDIUM UNIVERSALIS - Literalmente, Resumo Universal. Livro de autoria deste que vos escreve e que já conseguiu a impressionante façanha de ser recusado por 27 grandes editoras daquele país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza.
CONSCIENTIA FRAUDIS - Consciência da fraude - coisa que a maioria dos acusados alega não ter.
CORAM POPULO - Povo corado. A expressão se referia aos descendentes de Obelix, que sempre surgiam gordinhos e rosados, exuberantes em sua saúde quadrinesca.
CUIQUE SUUM - Sumo da cuíca. Expressão elogiosa que indica o virtuose do instrumento citado.
DATA VENIA - Significado: Expressão respeitosa usada principalmente para discordar do argumento de outros. Um exemplo clássico: "Data venia, mas não concordo e vosselência é um ilibado filodaputa", et cetera.
DE MINIMIS NON CURAT PRAETOR - Tradução: O mínimo (salário) não cura.
DE PANE LUCRANDO - Lucrando com a pane - expressão muito utilizada pelos mecânicos oportunistas de beira de estrada.
DEO GRATIAS - Tradução: De Graça, oras!!!
DEUS EX MACHINA - Significado: Literalmente, "Deus, que máquina!!!". Expressão muito utilizada pelos latinos quando viam passar pela frente (ou pelas costas) as boazonas da época.
DOMINUS VOBISCUM - Vobisco dominado. Pra quem não sabe, Vobisco foi um famoso gay do século XVI dC/aFHC. A expressão ganhou popularidade quando seus contemporâneos perceberam que, ao perguntarem por Vobisco, alguém sempre trazia a notícia:
— Vobisco? Tá dominado!
DURA LEX, SED LEX - Expressão que inspirou o Correio a criar o Sedex, que significa, acho, Sede Expressa (de enviar/receber mensagens e outros badulaques.
ERRARE HUMANUS EST - Expressão muito utilizada pelos desumanos, que jamais erram.
EXCLUSIVE - O contrário de inclusive. É claro.
EXTRA-MUROS - Do lado de fora. Maior desejo dos que estão presos no Carandiru, ou intra-muros, se quiserem.
FELIX CULPA -
Culpa feliz - coisa muito difícil de encontrar. Mesmo.
FIAT LUX - Significado: Novo modelo de automóvel a ser lançado em 2005 pela famosa Empresa Automóvel italiana.
FIAT - Empresa que vai lançar o Fiat Lux, porra!
GENUS IRRITABILE - Gênio irritado. Diz a lenda que o aprendiz Domenico Malaga afixava uma placa com estes dizeres na porta do estúdio de Leonardo Da Vinci, nos dias em que o mestre se sentia extremamente sensível devido à sua TPM.
HABEAS CORPUS - Documento que tira qualquer um da cadeia — desde que ele seja bem rico, é claro.
HABEMUS CHESTER - Frase que a grande maioria dos brasileiros sequer chega a pronunciar no natal. Costuma-se substituir por outra mais barata: Habemus Frangus.
HOMO SAPIENS - Homem-sapo — figura que saltou da mitologia para as páginas dos Contos de Fadas (quem é que não se lembra do sapo que virou príncipe e vice-versa?).
IBIDEM - Idem ao quadrado, oras!
IN BREJUS VACA EST - Literalmente, A Vaca Foi Pro Brejo — ou algo assim.
IN COVAS EST - Precisa traduzir?
IN DUBIO CONTRA FISCUM - Na dúvida, contra o Fisco — coisa que não acontece muito por aqui, onde o Leão nunca, em hipótese alguma, jamais erra.
IN DUBIO PRO REO - Na dúvida, põe a culpa no réu!
IN EXTENSO - Posição na qual fica o presunto na mesa de autópsia.
IN EXTREMIS - Expressão muito utilizada quando o salário mínimo chega ao fim.
IN LIMINE - Expressão utilizada pelos justiceiros medievais iletrados. Exemplo: "Inlimine todos os ladrão", et cetera.
IN SITU - Presente do indicativo do verbo Incitar.
IN VERBIS - Na verba (de quem, não se sabe).
INFRA - Quesito que falta a muitos negócios em Portugal. E no extrangeiro também.
IN-QUARTO - Aquilo que fica entre o in-terceiro e o in-quinto.
JURIS TANTUM - Tantos juros...
LAPSUS-LINGUAE - Lapso de língua. Explico: é quando um gajo quer colocar a língua lá e ela escapa - ou se enrola na pentelheira.
LAUS DEO - Expressão obscena que significa Laus (ou Lau, ou ainda Lalau) deu. O que ele deu, ninguém sabe ainda - mas suspeita.
LITTERATIM - Literatura pequena, de má qualidade. Textículo.
MAGNIFICAT - Gato magnífico. E pronto!
MANUS ET MINAS EST - Título do primeiro rap (ou hip-hop) encontrado por arqueólogos de Itaquera sob a lira de Nero, o Louco, que deitou fogo na bomba e depois em Roma.
MEMENTO, HOMO, QUIA PULVIS ES ET PULVEREM REVERTERIS - Um momento, homem, que o povo está pulverizando o revertério.
Última frase dita por Gaudio, o latino, famoso louco do século XII dC/aFHC.
META OPTATA - Sinceramente, essa eu não consegui traduzir. Meta, é claro, quer dizer meta mesmo, do verbo Meter. Já Optata, não sei do que se trata. Já vi gente meter muita coisa, mas optata, nunca. Talvez seja uma palavra secreta do vocabulário sadomasoquista. Sei lá.
MINIMA DE MALIS - Dos males, o menor. Este provérbio, aliás, inspirou a FEBEM, que ainda vê, no menor, o Mal.
NEC PLUS ULTRA - Avançadíssimo aparelho de barbear a ser lançado pela Gillete ou sua concorrente.
OPUS - Obra - como a do TRT, por exemplo.
ORE ROTUNDUM - Hora redonda. 2 e meia, por exemplo, ou 4 e meia, et cetera.
PAX - Palavra totalmente desconhecida por George Bush & Saddam Hussein.
PRIMA FACIE - Prima fácil (uma coisa que todo mundo tem; quem não tem, não sabe o que está perdendo!)
PRO RATA - A favor do roedor doméstico e urbano do sexo feminino.
QUORUM - Aquilo que sempre falta nas votações que beneficiam o povo.
REGULAS DEFAECARE - Isso mesmo, acertou: cagar regras.
RES NULLIUS - Réu nulo - aquele que é definitivamente eliminado pela sentença do juiz.
RES, NON VERBA - Réus, não verba. Expressão utilizada pelos juízes romanos, que já reclamavam do número elevado de réus em comparação ao minguado dinheiro dos tribunais da época.
SPIRITUS SANCTUS - Backing vocal dos megachous do popadre Marcelo Rossi.
STATUS QUO - Grupo de rock dos anos 70 que fez (e ainda faz!) um barulho dos diabos. Esteve há pouco em Portugal.
SUPERAVIT - O contrário de deficit.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

JEFF WAYNE


The War Of The Worlds - 2005 - [Remasterizado]



Gravação Original - 1978

Aqui

domingo, 31 de janeiro de 2010

BEN'S SONG

FOGHAT


Foghat - Live - 1977

Aqui

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E POR FALAR EM SCORPIONS...


Tokyo Tapes - 1978

Dois discos

Aqui

O VELHO E BOM SCORPIONS


Dust in the wind, belíssima canção do Kansas

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FILOSOFIA, FUTEBOL & PADOCA





O véi Parreira aqui, acompanhando filosoficamente um jogo de futebol na padaria. errrrr

A FOTO QUE VIROU MEMÓRIA




Fiz essa foto aí muitos anos atrás, quando nutria ainda um gosto especial por fotografia. Jamais imaginei que ela fosse representar o meu pai no depois.
Não é ruim, admito. É só uma sensação estranha.

MULHERES - V.02


Se vc quiser uma nova versão do
MULHERES,
mais elaborada, basta
clicar aqui!

domingo, 24 de janeiro de 2010

X (14)

Quando me senti distante o suficiente e em segurança, limpei o suor da testa e tentei organizar as idéias. Havia o bar, é claro, mas estranhamente essa não me parecia uma boa alternativa. Havia também o puteirinho decadente, a Lígia que eu sequer toquei. Precisava voltar lá pra acertar as contas, deixar bem claro pra menina que viado era o pai dela, mostrar pro traveco-leão-de-chácara com quantos paus se faz uma bela foda.
Lá no fundo da minha cabeça, porém, eu sabia que o que me chamava a atenção naquele puteiro era a estreita relação de Lígia com Lívia, a Óieis. E também a estranha costura que Bruesch impusera a nós três: de uma hora pra outra um só livro juntou três vidas diferentes no mesmo saco — tudo isso sem um sentido claramente definido, uma direção.
O Aborto Celeste colocara no mesmo plano um velho bêbado, uma bibliotecária analfabeta e uma puta esclarecida. Seria demasiada ingenuidade da minha parte supor que tudo isso não passava de mera coincidência.
A biblioteca, portanto. Coloquei os meus pés no caminho e fui, tentando esvaziar a cabeça de pensamentos mais graves. Ao contrário do que sentira há pouco no quarto, porém, meu coração agora estava tranquilo — e meu pinto latejava com vigor entusiasmado a cada vez que eu me lembrava da bibliotecária. Da Óieis. Da Lívia.
Caso não encontrasse o livro poderia, quem sabe, convidá-la prum conhaque, uma cerveja. Não não não, uma mulher daquelas não se convida prum conhaque. Um chope, talvez, com uma porção de torresmo estalando de sequinha. Toda mulher gosta de ser tratada como princesa, mesmo que seja burrinha. (Tá certo: não se trata princesa com chope e torresmo, mas diante das minhas atuais condições, isso é um luxo que eu não permito nem a mim mesmo!)

Cheguei à biblioteca com a clara sensação de que algo, fosse o que fosse, ia acontecer. Ou achava o Bruesch, ou pegava a Óieis. Ou as duas coisas, quem sabe.
Pode ter sido impressão, coisa da minha cabeça maluca, mas o que senti ao pôr os pés lá dentro foi um cheiro de morte, mofo, como se toda a biblioteca fosse apenas um grande e organizado cemitério — coisa que, afinal, não me parece tão absurda assim.
Um silêncio gelado soprava dos amplos corredores, as estantes rangendo um lamento incompreensível.
— Oi — ouvi a voz atrás de mim. A Óieis.
— Oi — respondi, um tanto constrangido. A simples visão daquela mulher me deixava em apuros.
— Veio atrás daquele livro, né? — ela perguntou. — Já te disse que não consta no sistema.
— Vim, quer dizer, não só do livro. Ou melhor...
Percebi que algo no rosto dela se iluminou. Nesse momento eu constatei o quanto ela era realmente bonita.
— Vai ter que procurar sozinho — ela falou, o sorriso brilhando.
— Já encontrei uma vez — falei. — Acho que hoje é o meu dia de sorte.
— Quem sabe...
Caminhei em direção às estantes sentindo que cada passo meu era acompanhado pelo seu olhar. Me senti perdido. Resolvi então unir o útil ao agradável:
— Você poderia, pelo menos, me acompanhar?
Não sei se havia algo engraçado no meu pedido, mas ela gargalhou alto. O Bruesch que se lasque, pensei. É hoje que eu vou me dar bem!
A Óieis, quer dizer, a Lívia se aproximou e perguntou:
— Quer começar por onde?
— Faz alguma diferença?
Ela lançou um olhar para o vazio.
— Não muita.
Entramos os dois naquele imenso labirinto de papel, os livros acompanhando em silêncio o nosso avanço.

***

— Conheci a tua irmã outro dia — falei, a voz forçando uma casualidade inexistente.
— A Liginha?
— É.
— Como ela tá?
— Boa. Quer dizer, tá bem. Vocês não se vêem, não?
— Estamos no corredor errado — ela desviou a conversa. — Aqui é só ficção estrangeira. O que queremos é filosofia, não é?
Eu parei de andar, os olhos grudados nos olhos dela. Havia algo estranho mas eu não conseguia ainda identificar. Ter mudado a direção da conversa sobre a irmã não me chamou muito a atenção: algumas pessoas não se suportam, se separam, mesmo que façam parte da mesma família. Famílias, aliás, são laboratórios de ódio. Falo por experiência própria.
— Queremos o Aborto Celeste — eu disse, objetivo. — Você sabe do que eu tô falando.
— Desconheço — ela respondeu de imediato, o rosto subitamente assumindo um ar grave.
— Não foi o que a Liginha me falou.
— Minha irmã é maluca. Às vezes ela brinca assim.
Não era uma brincadeira. Ela sabia, eu sabia. A Ligia sabia. Mas agora se tornava inegável que havia mais coisa por baixo desse angu.
— Aquela porta ali entre as estantes vai dar aonde? — eu perguntei.
Livia olhou para a porta, os olhos muito abertos. Parecia estar vendo um fantasma.
— O que foi? — perguntei.
— Essa porta nunca esteve aí — ela respondeu, um tom gelado na voz. — Nunca vi...
— Isso aqui é muito grande — falei. — Você pode não ter percebido.
— Conheço todos os cantos desta biblioteca — ela afirmou. — Impossível não ter percebido ainda.
Claro, era isso! O que havia de estranho era o seu modo de falar. Agora era normal, correto, nada daquilo de falar errado. Por quê? Maluca mesmo?
— Você está falando diferente hoje...
Ela, percebi, ficou vermelha; parecia uma criança apanhada em flagrante bem no meio de uma travessura.
— Depois a gente fala sobre isso.
— Vamos entrar então. Quem sabe o livro está aí dentro.
Quando girei a maçaneta, todas as luzes se apagaram. Senti uma pressão nas costas e dois braços me agarrando por trás com força. Livia havia acabado de me abraçar. Bem, pensei, lá vamos nós.


sábado, 23 de janeiro de 2010

MULHERES

















Aqui

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

AYREONAUTS ONLY


Ayreonauts Only - 2000


Aqui

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PARREIRA N'O BULE!


Nº ZERO, na íntegra, aqui

sábado, 16 de janeiro de 2010

CÃO

Este aí é o Cão, um presente que eu dei pra minha mulher - mas ela não gostou. Porque ele faz cocô. Chamou a mim e a ele de diabo.
Bem, o cocô não me preocupa. Tenho limpado o cocô das minhas filhas, do meu neto - e agora do Cão. O que me importa mesmo é o amor do bichinho. Ele não nos pede nada, só atenção. Acho que isso eu posso dar.